O primeiro. O dobro. A metade.

Eslovénia

dsc_0372

F1- Ilha e lago de Bled.

Há poucos dias estive a rever os meus arquivos fotográficos e a atualizar a página do blogue com o índice dos destinos. Assaltou-me uma nostalgia imensa e dei-me conta de que podia estar parada, quieta, sossegada, sem sair para lado nenhum durante bastante tempo e teria ainda muitos lugares para escrever sobre.

Não consigo estar parada. Não o desejo também. E prometi a mim mesma que recuperaria desse arquivo algumas imagens.  Lembrei-me depois daquela frase que diz que “Uma imagem vale mais que mil palavras”. Muitas vezes não acontece. Ou são precisas mais imagens ou então mais palavras. O melhor é não medir com régua e esquadro nem apurar números tão definitivos. Por isso, resolvi definir outras medidas para dizer estes lugares perdidos nos álbuns fotográficos: duas imagens e o limite máximo de metade do valor indicado na frase tão citada. Sei que ainda assim são redutores, mas serão para mim como que um desafio de síntese.

Este é o primeiro texto neste novo espaço aqui no blogue – 2 fotos para 500 palavras (no máximo).

A primeira escolha recai sobre um lago, que tem no meio uma ilha, num país encaixado entre a Itália, Áustria, Hungria e Croácia. Uma nação recente com este nome e estas fronteiras: a Eslovénia. Visitei-a em 2010 e, juntamente com a Croácia e depois de um saltinho dado ao Montenegro, fiquei com uma pequena noção do que teria sido o país que na minha infância se chamava Jugoslávia.

Gostei muito da capital deste pequeno e sereno país, sobre a qual já escrevi (o segundo texto do blogue). Este recanto do território pareceu a meus olhos um quadro pintado a aguarelas fortes, onde tudo parecia estar no lugar certo: as águas verdes, a vegetação densa em torno do lago e a ilha de Bled com o campanário da igreja ( lugar de peregrinação, esta igreja – a da Assunção de Maria).

Chega-se até à ilha e sobe-se a escadaria que dá acesso à igreja ( e que bem merece uma visita demorada) depois de uma curta viagem em barcos de madeira movidos a remos por remadores que os conduzem de pé, num exercício admirável de equilibrío entre força e habilidade. Os barcos são encantadores e parecem saídos de um dos nossos melhores desenhos.

Nas margens do lago descobrem-se, no meio da vegetação, casas que mais parecem pequenos palácios e no topo de uma das montanhas vislumbra-se o castelo de Bled. Subi até ao topo do castelo e foi de lá que registei esta imagem, a segunda do texto.

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F2 – Ilha e lago de Bled desde o castelo.

Foi durante esta viagem que comecei a desenvolver em mim o meu gosto pela fotografia. No ano anterior tinha ido à Noruega, que me fez recordar o quanto gosto de fotografar. Comprei logo a seguir a máquina fotográfica que ainda hoje tenho. Estreei-a na Croácia e na Eslovénia.

 

ASM

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4 thoughts on “O primeiro. O dobro. A metade.

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