Para além do óbvio

Um ano, 12 meses, 25 textos, muitas fotografias, número de visitas… Isto é do domínio do óbvio. O que se pode medir, traduzir em números. Interessa-me mais o menos óbvio – o desafio que dura há um ano. E as partilhas e as experiências que a partir desse dia 3 de abril experimentei. O desafio de que falo passa muito por escrever sobre viagens que fiz ou desejo fazer e partilhar tudo o que consigo traduzir por palavras: um sítio, uma experiência, um encontro, um caminho, uma paisagem, um livro, um texto, um sabor, um sentimento. Passa igualmente pela recuperação de memórias e pelo registo de imagens. Nestes últimos pontos, tenho tido a ajuda preciosa dos caderninhos de notas e da minha máquina fotográfica.

Os caderninhos sempre existiram e sempre me acompanharam nas minhas viagens desde há muito tempo. Tenho o hábito de registar muito, muita coisa. Ainda a mania de guardar tudo – bilhetes de entradas, mapas, cartões… O que me tem valido bastante, quando se trata de recuperar detalhes, moradas, nomes, reconstituir itinerários, lembrar-me de referências a livros, músicas, filmes, enfim, tudo o que me marcou durante uma viagem. Aqui estão alguns deles:

Fechados e ordenados.

Abertos, repletos de notas um pouco desordenadas.

As notas não são organizadas e o prazer que me dá encontrar-lhes uma lógica, um sentido, é do domínio do menos óbvio. A somar àquele que tenho ao recordar uma viagem, um sítio, uma imagem, um encontro. Por isso, estes textos. As palavras ajudam a encontrar um fio que ligue imagens, histórias minhas ou de outros, explorar os momentos felizes vividos num lugar, sozinha ou acompanhada.

Há ainda o que vem depois da viagem – a curiosidade acrescida. A vontade de saber mais sobre uma cidade, uma praça, uma figura histórica, um acontecimento ligado à história de um país, de uma cidade, de uma pequena povoação. Conhecer ainda a história das paisagens naturais, as particularidades de uma língua que não conheço, a vida e a obra dos artistas que marcam a cultura do sítio visitado.

Foi um amigo que me sugeriu a criação de um blogue, algo que me parecia distante e demasiado complexo. Não tanto como leitora, na verdade sigo alguns, de teor muito variado. Agradou-me a ideia, pelo que referi no primeiro texto que imaginei para aqui (sobre o blogue). E passou um ano, entretanto. Melhor, passaram 25 textos e aconteceu chegar a este dia e perceber que já é a segunda vez que o vivo desde que comecei a escrever para esta minha cartografia. Pelo meio, visitantes, comentários, observações. Muito obrigada por passarem por aqui e por se demorarem. Agradeço muito os comentários, de tão importantes que sempre foram. As leituras atentas e assíduas, de familiares, amigos e de pessoas que eu não conhecia. Que me trouxeram generosamente sugestões de livros, filmes e mais. Essa partilha é muito preciosa para mim e muito por causa disso valeu a pena ter começado. Espero continuar a merecer as visitas, os comentários e as partilhas.

Depois do dia de hoje, mais textos, fotografias e viagens. De um sítio, que não a minha casa, escrevo hoje – de Lisboa. Seguramente escreverei sobre esta cidade. Para já, uma fotografia de uma paisagem muito recente na minha memória.

Jardim do Príncipe Real, Lisboa.

 

ASM

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